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26 setembro, 2006

Isto é uma vergonha!!!!!!


Recentemente recebi vários e-mails dos amigos(as), falando sobre a demissão do Boris Casoy da Record, neste último da amiga Rosi, destacou o seguinte texto sobre uma matéria na Folha de S. Paulo.

Fiz pesquisas na web e muitas matérias a respeito, além dos jornais televisivos, q hj indicava o Lula com ampla vantagem sobre o concorrente direto, com 49% das intenções de voto, quase eleito no primeiro turno destas eleições.

A Avaliação do governo atual, segundo o Ibope:

Avaliação do Governo
08/09 15/09 21/09
Bom/Ótimo 46% 49% 43%
Regular 35% 33% 37%
Ruim/Péssimo 19% 16% 19%
Não soube 1% 1% 1%

Aprovação do Governo
08/09 15/09 21/09
Aprovaram 59% 62% 58%
Desaprovaram 34% 32% 36%
Não souberam 6% 6% 7%

Ao final do Jornal Nacional de hoje, suscitou naturalmente vários e breves comentários de todos na sala, sobre “e o povo num vê tudo disto?” – estar confuso é uma coisa, mas não querer ver?

Fingir que não vê é uma coisa, mas fazer de conta que não está acontecendo nada, como se fossem só boatos da corrupção do governo Lula, e as intenções de voto, nem tchum, nem piscam?

Reeleger um presidente que não sabe de nada, totalmente incompetente até e somente por isto, por este detalhe q é de suma importância ao cargo, estar bem informado, o coitado não sabe nem o que acontece no seu partido, nem mesmo dentro de seu palácio, nas salas próximas a sua, no mesmo andar, uns metros adiante a coisa foi toda armada e arquitetada na compra do suposto dossiê do Serra. Nem o que seu auxiliares diretos estão fazendo, finge que não sabia de nada e todos simplesmente fingem que é verdade, oras.

Se é verdade que ele não sabia da corrupção escancarada, demonstra seu despreparo, alguns requisitos mínimos o cargo de presidente do Brasil tem que ter, como saber ler e escrever, saber falar a própria língua, ser uma pessoa informada, a final é só isto que o presidente tem de básico p/ presidenciar, são suas ferramentas de trabalho, se não vai ficar sem o que fazer sentado no gabinete da presidência (trono).

O povo finge que não vê, exatamente como as desculpas do presidente de que não saber de nada, nem de seu partido, nem de seu palácio, absolutamente nada, totalmente desinformado, até como levantar os R$ 1.700.000,00, além dos dólares, esqueceram de comentar ao presidente, e colega de partido, digo, R$ 1,168 milhão e US$ 248 mil. O que dá algo em torno de R$ 1,7 milhão.

Nem p/ dividir a preocupação de como levantar tal módica quantia, valores que o Coaf tem q ser informado desta transação financeira, assim que ela s realizar, tanto aos bancos que fizeram, quanto ao Banco Central, este último q tem a obrigação d informar ao Coaf sobre tal movimentação. O Coaf tem esta informação no dia que ela, ou elas se realizaram, que até o momento não foi enviado a PF, p/ demonstrar a origem dos valores em reais. Leia matéria.

Demonstrando a gerência fraudulenta do governo do Lula, interferindo até em investigação policial, numa obvia tentativa de procrastinar o andamento do inquérito depois de sua reeleição, mas claro que o Lula, também não sabe disto, tá, não contem a ele, se não vou passar por fofoqueiro, sobre o obvio e o evidente fato notório, só quem não quer ver.

Confirmando que minhas razões de não participar desta patifaria, preservando assim, o valor que eu dou ao meu voto, podem tentar tratá-lo como um lixo, cumpre só a mim a proteção deste meu poder de influir nos destinos do meu país, de participar.

Mas de patifaria e pizza a moda planalto, e meter meu voto nisto, té brincando comigo, né?

Ele é só meu, si eu num cuidar do meu título quem vai zelar por ele?

Se o povo está enganado, tmb, meu voto não tem nada haver com isto, se os eleitores tão pensando q eu vou meter meu voto nisto, q ele tá aprontando, parece o Congresso Nacional, tô vendo o povo esquentando os fornos p/ a pizza em massa, se for como as pesquisas indicam, vai ter pizza p/ todos os brasileiros nos próximos 4 anos.

Ai eu lhe pergunto o que meu voto tem a ver com isto?

Si liga eleitor, meu voto não é lixo, não!

Nem Lula, nem Alkimim, não poderia estar polarizados com dois candidatos tão ruins, o Brasil num merece isto, ou Deus não é brasileiro?

Meter meu voto nisto, nem p/ o Congresso que, tmb faz a mesma coisa, que nós (maioria) dos eleitores, fingindo que acredita, que o Lula não sabe de nada. Não posso nem usar o texto no passado, “que o Lula não sabia de nada”, nem é o caso, pois os fatos são de hoje, estão acontecendo, ainda.

Fingir que não há nada, que não houve nada? Expondo assim, meu título a maus tratos!



Boris Casoy - Folha de S. Paulo

Jamais o Brasil assistiu a tamanho descalabro de um governo. Quem se der ao trabalho de esmiuçar a história do país certamente constatará que nada semelhante havia ocorrido até a gestão do atual ocupante do Palácio do Planalto. Há, desde o tempo do Brasil colônia, um sem número de episódios graves de corrupção e de incompetência. Mas o nível alcançado pelo governo Lula é insuperável.

Não se trata de um ou de alguns focos de corrupção. Vai muito além.

Exibe notável desprezo pelas liberdades e pela democracia. Manipula a máquina administrativa a seu bel-prazer, de modo a colocar o Estado a favor de sua inesgotável sanha de poder. Um exemplo mais recente é a ação grotesca contra um simples caseiro, transformado em investigado por dizer a verdade depois de ser submetido a uma ação de provocar náuseas em qualquer stalinista.

Não se investiga o ministro Palocci, acusado de freqüentar um bunker destinado a operar negócios escusos em Brasília e de ter mentido a respeito ao Congresso. Tenta-se, a qualquer preço, desqualificar a testemunha para encobrir o óbvio. E o desespero da empreitada conduziu a uma canhestra operação que agora o governo pretende encobrir, inclusive intimidando o caseiro.

Do presidente da República, sob a escusa pueril de dever muito a Palocci (talvez pela conquista do troféu dos juros mais altos do mundo e pelo crescimento ridículo do PIB), só se ouve a defesa pífia dos que não conseguem dissimular a culpa. A única providência das autoridades federais foi um simulacro de investigação, com a cumplicidade da Caixa Econômica Federal. Todos os limites foram ultrapassados; não há como o Congresso postergar um processo de impeachment contra Lula. Ou melhor, a favor do Brasil.

O argumento para não afastar Lula, de que sua gestão vive os últimos meses, é um auto-engano! A proximidade das eleições faz com que o governo use e abuse ainda mais do poder. Desde o início, este governo é envolvido na compra de consciências, na lubrificação da alma de órgãos de comunicação por meio de gigantescas verbas publicitárias e na persegui ção a os que lhe negam aplauso.

Outro argumento usado para não afastar Luiz Inácio Lula da Silva é a sua biografia, a saga do trabalhador, do sindicalista que chegou a presidente.

Ora, aquele metalúrgico já não existe há muito tempo. Sua legenda enferrujou. Foi tragado por sua verdadeira figura, submetido a uma metamorfose às avessas. As razões legais para o processo de impeachment gritam no artigo 85 da Constituição, que versa sobre os crimes de responsabilidade do presidente. Basta ler os seguintes motivos constantes da Carta Magna para que o Congresso promova o processo de impeachment de Lula: atentar contra o livre exercício do Poder Legislativo, contra o livre exercício dos direitos individuais ou contra a probidade da administração.

Seguem alguns exemplos ilustrativos.

No "mensalão", fato que Lula tentou transformar em um pecadilho cultural da política brasileira, reside um grave atentado contra o livre funcionamento do Congresso Nacional. A compra de consciências não só interferiu na vida do Poder Legislativo como também demonstrou a disposição petista de romper a barreira entre a democracia e o autoritarismo, utilizando a máxima de que os fins justificam os meios.

Jamais as instituições bancárias estatais foram tão agredidas. O Banco do Brasil teve seu dinheiro colocado a serviço de interesse s escusos; a Caixa Econômica Federal também, demonstrando que o sigilo bancário de seus depositantes foi posto à mercê da pilantragem política.

No escândalo dos Correios, mais que corrupção, foi posto a nu, além do assalto aos cofres públicos, um cuidadosamente urdido esquema de satrapias destinado a alimentar as necessidades pecuniárias de participantes da mesma viagem. Como costuma acontecer nesses casos, o escândalo veio à tona na divisão do botim.

Causa perplexidade, também, a maneira cínica com que o governo tenta se defender, usando todos os truques jurídicos para criar uma carapaça que evite investigações de suspeitas gravíssimas em torno do presidente do Sebrae, o generoso Paulo Okamotto, pródigo em cobrir gastos do amigo Lula - sem que ele saiba. Aliás, ele nunca sabe de nada...

Lula passará à história, além de tudo, como alguém que procurou amordaçar a imprensa com a tentativa da criação de um orwelliano "conselho" nacional de jornalismo e com uma legislação para o audiovisual, que tentou calar o Ministério Público pela Lei da Mordaça e que protagonizou uma pueril tentativa de expulsar do país um correspondente estrangeiro que lhe havia agredido a honra.

Neste momento grave, o Congresso Nacional não pode abdicar de suas responsabilidades, sob o perigo de passar à história como cúmplice do comprometimento irreversível do futuro do país. As determinantes legais invocadas para o processo de impeachment encontram, todas elas, respaldo nos fatos.

Mas, infelizmente, na Constituição brasileira falta uma razão que bem melhor poderia resumir o que estamos assistindo: Lula seria o primeiro presidente a sofrer impeachment não apenas pela prática de crimes de responsabilidade, mas também pelo ímpar conjunto de sua obra.



Boris Casoy, 65, é jornalista. Foi editor-responsável da Folha de 1974 a 76, e de 1977 a 84. Na televisão, foi âncora do TJ Brasil (SBT) e do Jornal da Record (Rede Record).

Leia o desabafo do Boris em uma entrevista.

''Fui tratado como bandido'': entrevista com Bóris Casoy.

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